1ª parte dia 22 de Setembro:
ANTONIO AZENHA_portugal
http://www.fonlad.net/english/fonlad09/tmg/tmg4.html
Nesta performance, pretende-se estabelecer uma
situação contínua, à semelhança de um mundo primitivo, em que não existe
fronteiras entre o animal, vegetal, e o mineral, tudo pertence à mesma
globalidade sagrada. Não, enquanto imitação dos deuses, mas mais como repetição
das acções divinas. Esta aproximação das dimensões rituais às práticas
religiosas com a função de pôr o corpo a falar fora da margem do signo, com
carácter desmaterializante, assumindo o mero som ou ruído de exploração vocal,
e quando há palavras estas reduzem-se a pequenas frases ou a palavras isoladas,
mais próximo das fórmulas Zen. Esta operação da radicalização da modernidade,
ao incorporar nos actos e nos corpos essas práticas ou funções objectuais, não
sendo mais do que meras sugestões formais. O apelo ao carácter presentacional e
não representacional, torna-se o corpo um veículo de significação sem recorrer
ao conceito de personagem.
Uma procura de formas primárias, de um
regresso a um tempo primordial, à ressacralização do acto artístico.
RICARDO DOMENECK_brasil
http://www.youtube.com/watch?v=BgitWF9lctw
O trabalho de Ricardo Domeneck conjuga
elementos de textualismo e videoarte, buscando funcionar na fronteira entre as
tradições literária e oral. Utiliza um vocabulário multidisciplinar, movendo-se
entre escrita, videoarte e performance, colaborando ainda com artistas sonoros
como o duo brasileiro Tetine ou o músico alemão Uli Buder, assim como a partir
de sua própria pesquisa, com um coletivo, das técnicas coligidas e
sistematizadas pelo coreógrafo brasileiro Klauss Vianna. Tais experiências,
unidas ao contacto direto com o público, como DJ e através da oralização de
seus textos em festivais de poesia, levam seu trabalho poético a uma prática
minimalista em que o material imagético e textual é buscado em seu próprio
corpo.
http://www.marcioandre.com/performances.htm
O trabalho de Márcio-André reúne poesia,
pensamento, música concreta, arte digital e cinema. Apresentou-se em mostras e
festivais na Argentina, México, Espanha, Brasil, Peru, Ucrania, França, EUA,
Hungria e Reino Unido. No ano de 2007, realizou a performance suicida nos
escombros da cidade fantasma de Pripyat, em Chernobyl, convertendo-se no
primeiro poeta radioactivo do mundo. Em Suspensión, Márcio-André produz sons ao
vivo, valendo-se de um violino elétrico suspenso no espaço por cordas
elásticas, bem como de microfones, latas e objetos sonoros pendidos do teto. Suspensión,
concebida originalmente para o Museu Eugênio Granell, na Espanha, propõe uma
relação espacializada e dinamizada da poesia com o público, aproximando-se da
instalação. O público, inserido dentro do espaço do espetáculo, dá, com o
próprio corpo, diferentes formas ao som produzido, além de que cada espectador,
por estar em uma diferente relação com as inúmeras caixas de som espalhadas
pela sala, concebe um espetáculo próprio.
2ª parte dia 29 de Setembro:
ANA CORDEIRO REIS- HYAENA FIERLING REICH_portugal
http://akousmata.webs.com/homeobox.htm
Dedica-se à música experimental / improvisada/ ruídista desde 1996.
O seu trabalho é baseado na improvisação e experimentação, envolvendo
a captura de sons e paisagens sonoras, bem como programação e edição (com base
em cânones do som do filme) de sequências de sons originados por fontes sonoras
heterodoxas - madeira e objectos de metal, pedras , diferentes instrumentos
(guitarra baixo preparada, Hexluth - eletrificada luth, Moog e sintetizadores
Micro Korg) ou a exploração de possibilidades de som em espaços com características
acústicas estranhas.
Cria sequências de som que num momento posterior são editadas e
transformadas de acordo com a composição, quebrando as fronteiras do som
experimental e música no espaço fílmico. Em 2006, ela cunhou o Cosmobruitism
novo género musical com a sua peça Cataclypsa Galakteia, uma colisão frontal de
Grindcore e Aerobruitism.
Estudou
experimentação, improvisação musical e musicologia com os músicos Portugueses,
pioneiros, Vitor Rua e Jorge Lima Barreto (Telectu) e é a mentora dos projectos
Imbolc, ZLKNF, Arraial e Satnorte, sendo também a fundadora do colectivo
experimental Sabotage en Masse, e tendo recentemente se unido com ZOTE,
formando o colectivo chamado Implante Luz. Assina como Hyaena Fierling Reich,
um nome atribuído pelo seu professor Jorge Lima Barreto em 2006.
Musicos: CHAMBEL SANTOS e MÁRCIO-ANDRÉ
http://edpharus.blogspot.com/
Jesús Rito García (México, 1980). Poeta,
ensaísta e editor; autor do livro Recuerdos que no emigran (Pharus/Praxis,
2008). Participou em diversas antologías de língua espanhola: Práctica poética,
Ediciones a mano, 2001; Catálogo de artistas en Oaxaca, Tomo II, Casa de la
cultura de Oaxaca, 2003; La hermandad de la uva, Los absolutistas editores,
2005; Pie de foto, catálogo de fotografía y poesía, Nueva Babel, 2010 y Poemas
para un poeta que dejó la poesía, México, Cuadernos de El Financiero, 2011. É
criador e diretor do projeto Editorial Pharus de Oaxaca. Pertenece ao movimento
poscorrientista.
Poesia para ninguém
Um viajante envia postais sem destinatários.
Cada postal leva um poema ou uma mensagem que não tem destinatário, às vezes
são mulheres, irmãos, amigos. Os poemas se apresentam visualmente como postais
que tenham alguma imagem de um país distante, de um lugar desconhecido. A idéia
principal é falar da poesia livre e sem objetivos precisos. Com estas poemas-cartas-postales,
procura-se interagir com música que tenham algo que ver com o país que se
mostre no postal.
Marketing poético
Poemas que serão lidos como comerciais de TV o
radio. Cada um tem uma ilustração comercial para o poema. Os temas dos poemas são
elementos que se difundem da mesma forma que as empresas fazem para vender seus
produtos. Nesta ocasião será a poesia e os temas poéticos.
SILVIO DE GRACIA_argentina
http://www.hotel-dada.blogspot.com/
Silvio de Gracia
propõe em vídeo uma intervenção urbana realizada em Lisboa que passará por 10
cidades.
"Walking with
Duchamp" tenta espalhar a inquietação. No entanto, esta inquietude, ao
contrário de outras práticas desenvolvidas nos anos 60 e década de 70,
afasta-se da provocação "arbitrária", bem como do activismo. No
contexto de uma distopia da contemporaneidade, o objectivo da interferência não
é criar acções de comunicação artística destinada a promover mudanças sociais,
mas facilitar uma tendência utópica, conectar experiência pessoal estética e
reeditar o ideal avant-garde da vida vinculada à arte. Já não é o caso de
produções simbólicas que estão dentro do discurso da arte politizada.
Silvio
de Garcia está preocupado com a criação de acções que provocam ruptura ou
abertura, não importando se isto é um acto efémero no tecido de condicionamento
social.





