"A paz dos fortes"
22 Junho
20h às 21h - Av Almirante Reis
Victor de La Rocque_Bra "O Talho" 60´
20h às 21h - Av Almirante Reis
Victor de La Rocque_Bra "O Talho" 60´
O artista propõe a venda de seu corpo para o consumo dentro de um talho, o espectador assume o papel cúmplice da crueldade pelo simples observar da acção, estipulando metaforicamente um valor monetário a carne humana no sentido oposto ao amor próprio, pela vergonha, pela carência, pela descrença em si e nos seus próximos.
http://www.victordelarocque.com/
21.30h às 01h - Espaço dos Anjos e do Urso
Patrícia Filipe_Prt "O Desenho que se Desloca" 30´
Nos seus últimos trabalhos procura estabelecer uma relação estreita entre a prática do desenho e as artes performativas. Um jogo guiado pela imprevisibilidade autoconsciente que convoca questões temáticas dos gender studies, pulsação rock n’roll , uma plástica concreta , e um dramatismo relacional.
http://epipiderme.blogspot.pt/2010/09/10-encontro-15-09-2010.html
Jessica Fairfax Hirst_Eua "Todas las Pastillas" 30´
Áreas de contração progressivas (zonas de deformação) são partes de carros que são projetados para ser esmagado no caso de um acidente. Acho que minha arte é uma zona de deformação, criado para ser esmagado, e para dar espaço a considerar aspectos desafiadores da vida.
http://jessicafhirst.com/
Cuco Suarez e Mónica Cofiño_Esp "Cosa-Vision" 40´
Cuco Suarez trabalha a performance, mas também a instalação o vídeo, a escultura, as suas performances funcionam como pesquisa na percepção da tenção, que provoca a desconstrução de discurso a ironia, em relação à sociedade dos nossos dias.
http://www.cucosuarez.com/
Patrícia Filipe_Prt "O Desenho que se Desloca" 30´
Nos seus últimos trabalhos procura estabelecer uma relação estreita entre a prática do desenho e as artes performativas. Um jogo guiado pela imprevisibilidade autoconsciente que convoca questões temáticas dos gender studies, pulsação rock n’roll , uma plástica concreta , e um dramatismo relacional.
http://epipiderme.blogspot.pt/2010/09/10-encontro-15-09-2010.html
Jessica Fairfax Hirst_Eua "Todas las Pastillas" 30´
Áreas de contração progressivas (zonas de deformação) são partes de carros que são projetados para ser esmagado no caso de um acidente. Acho que minha arte é uma zona de deformação, criado para ser esmagado, e para dar espaço a considerar aspectos desafiadores da vida.
http://jessicafhirst.com/
Cuco Suarez e Mónica Cofiño_Esp "Cosa-Vision" 40´
Cuco Suarez trabalha a performance, mas também a instalação o vídeo, a escultura, as suas performances funcionam como pesquisa na percepção da tenção, que provoca a desconstrução de discurso a ironia, em relação à sociedade dos nossos dias.
http://www.cucosuarez.com/
23 Junho
15 às 18h -Praça do Comércio
André Fonseca_Prt "Lifejacket for dead people" 30´
André Fonseca cria aqui uma performance que irá interagir com a massa de Rio, propõem-se reorganizar performativiamente uma narrativa doce, inerente ao sistema de pânico.
http://andrefonseca.org/
Vitor Lago Silva_Prt "The last words of Domenico" 40´
Este projecto utiliza as palavras de Domenico, personagem do filme "Nostalghia" de Andrei Tarkovsky. O discurso de Domenico é re-misturado e reconstruído num novo discurso através dos movimentos do "performer", atribuindo-lhe novas vozes.
http://thelastwordsofdomenico.wordpress.com/
15 às 18h -Praça do Comércio
André Fonseca_Prt "Lifejacket for dead people" 30´
André Fonseca cria aqui uma performance que irá interagir com a massa de Rio, propõem-se reorganizar performativiamente uma narrativa doce, inerente ao sistema de pânico.
http://andrefonseca.org/
Vitor Lago Silva_Prt "The last words of Domenico" 40´
Este projecto utiliza as palavras de Domenico, personagem do filme "Nostalghia" de Andrei Tarkovsky. O discurso de Domenico é re-misturado e reconstruído num novo discurso através dos movimentos do "performer", atribuindo-lhe novas vozes.
http://thelastwordsofdomenico.wordpress.com/
18.30h às 8h do dia 24 - Cais do Sodré
Maria dos Milagres_Prt "Lit le Lit"
Interessa-me esse quiasmo da realidade em que dois espaços se cruzam, no momento do repouso, quando a linha horizontal que alimenta a verticalidade da vida se cruza no acto de dormir, criando assim um “espaço outro” - le lit.
http://www.ouiperformance.org.uk/past/aan4
Maria dos Milagres_Prt "Lit le Lit"
Interessa-me esse quiasmo da realidade em que dois espaços se cruzam, no momento do repouso, quando a linha horizontal que alimenta a verticalidade da vida se cruza no acto de dormir, criando assim um “espaço outro” - le lit.
http://www.ouiperformance.org.uk/past/aan4
24 Junho - Espaço dos Anjos e do Urso
15h às 18h
Conversa com os artistas mediada por
15h às 18h
Conversa com os artistas mediada por
Marta Santos Azevedo
19h às 20h
Video - Performance
Rocío Boliver_Mex "A ritmo de Swing"
http://www.rocioboliver.com/
Ramón Churruca_Esp "Anomalia anormal"
http://ramonchurruca.com/
Carlos Llavata_Esp "Simulacro"
http://www.carlosllavata.org/
Cura Dores
Nuno Oliveira e Margarida Chambel
Equipa de produção
Sofia Silveira, Bernardo Rodrigues, Nuno Minó, João Abel, Maria dos Milagres
Vídeo e Fotografia
Ricardo Silveira
Desenho e imagem
Nuno Viegas
Video - Performance
Rocío Boliver_Mex "A ritmo de Swing"
http://www.rocioboliver.com/
Ramón Churruca_Esp "Anomalia anormal"
http://ramonchurruca.com/
Carlos Llavata_Esp "Simulacro"
http://www.carlosllavata.org/
Cura Dores
Nuno Oliveira e Margarida Chambel
"- Sei apenas duas coisas muito simples, disse Heikal.(…)- A
primeira é que o mundo onde vivemos é regido pela mais ignóbil quadrilha de
tratantes que alguma vez pisou o chão deste planeta.(…) A segunda é esta: acima
de tudo, convém não os levarmos a sério; é isso que eles querem, que os levemos
a sério."
Albert Cossery, 'A Violência E O Escárnio
É de referir que escolhemos este nome “a paz dos fortes” para estes
encontros de performance, com base numa frase que nos tinha ficado na cabeça de
Yasser Arafat "a paz dos bravos”, esta frase e outras como ''trago um ramo
de oliveira e a arma de um lutador pela liberdade'', eram contraditórias na
altura entre um inevitável tom bélico e uma afirmação possível de adesão, algo
universal a causa da paz.
Estas frases, não discutindo agora a sua verdade ou mesmo
contradições, vêm do na altura porta-voz de uma região cercada militarmente e
em estado de guerra e tornam-se muito concretas por isso, carregam o seu
sentido de forma dramática, evocam vida e morte num futuro que se quer de fuga,
evocam a escapagem dum conflito perpétuo de luta pelo poder e território.
Fazendo uma analogia com o sentimento de cerco, que por esta altura
também em “portugal” impera, falando de condicionantes exteriores que de
repente se tornaram o discurso local, desta crise que de repente se tornou
discurso obrigatório, pensamos esta proposta “a paz dos fortes” como pensamento
sobre a fuga.
Em “portugal” sofre-se de uma certa instrumentalização e complexo de culpa,
impera a ideia que nos devemos virar para a optimização económica do
"país", tudo o que é discussão material de repente torna-se
esmagador.
Este pensamento de impossibilidade económica vem acompanhada da ideia
de apocalipse, de que tudo isto pode ter fim e de que a acção indivudual dos
indivíduos de nada vale.
A ideia de fuga é vista de forma prejorativa mas se pensarmos por
suposição que existe realmente um cerco, que a realidade material, está
suspensa como solução em países em crise, a única forma de transcender o seu
cerco é a fuga, assim a fuga ganha a sua absolvição.
Mas neste contexto de razão prática, o fazer artístico, esta espécie
de intervalo na sirene de pânico, só atrapalha, só vem perpetuar-se enquanto
modelo de vida fora desta razão, a disfuncionalidade.
O experimental, um certo espírito de crítica e provocação, a autonomia
do discurso, alguns comportamentos que podem ser inerentes à arte
contemporânea, parece, só viriam trazer a desrazão desta lógica activa, desta
instrumentalização e assim parece que acabou por se impor que países sobre a
alçada da troika, não se podiam dar ao luxo de ter ministérios da cultura.
Não que a existência do ministério só por si como institucionalização
tenha imediatamente algo que ver com arte, mas parece ser um indicador, do que
é necessário e do que é desnecessário em termos políticos.
No caso de “portugal” poderá ser um indicador em termos políticos e
também em termos sociais já que o acabar com o ministério não pareceu ser um
tema que tenha experimentado a indignação generalizada das pessoas, talvez
advenha esta questão de que o fazer artístico seja uma espécie de prima em
segundo grau no entramado da economia e da venda de objectos, o seu charme de
forma triste esteja um pouco reduzido a isto.
Instrumentalizando-se à “esquerda” e à “direita”, o discurso, um certo
espírito conservador e de contenção de gastos, de possibilidades, aplicando-se
num espaço ilimitado, o das artes, a imaginação, o efémero, as mesmas regras da
poupança aplicadas às derivas da obesidade e anorexia material.
Programámos assim estes 3 dias pensando as propostas de performance,
como fuga desta espécie de mesquinhes do quotidiano, fuga a um certo pudor
materialista generalizado, pensando o político e o poético como instrumentos
constantes do corpo a que se retorna na performance,
A curadoria "a paz dos fortes", joga com o assumir de uma
certa plasticidade imersiva, ostentativa.
Neste dias de programação esperam-se propostas onde se podem cruzar,
resistência temporal, propostas de longa duração; o instalativo, a imersão do
corpo na matéria; o político, focando-se assim enquanto desafio, o Espaço, o
Tempo e o Autoral.
Equipa de produção
Sofia Silveira, Bernardo Rodrigues, Nuno Minó, João Abel, Maria dos Milagres
Vídeo e Fotografia
Ricardo Silveira
Desenho e imagem
Nuno Viegas
*na 6ª feira pede-se 4 eur















