Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011




IMERGENCIA
Encontro de performance é uma proposta com acções provocadoras, happenings, vídeo-performances e conversas.

Evento a ser realizado em Lisboa, entre os dias 5 e 13 de Novembro de 2011, é marcado por um certo carácter provocador, nesta primeira edição aposta-se na multiplicidade de propostas e na apresentação de artistas portugueses, espanhóis, franceses, angolanos assim como latino-americanos. Espera-se que com acções de natureza efêmera, realizadas em espaços públicos e de cultura com larga história em termos de experimentação em Lisboa, se desvele o risco e o acaso numa intensa semana de experimentações.
O evento aparece como forma de questionamento sobre a urgência deste meio, o performativo enquanto acto singular e de tensão entre diferentes territórios: o artístico e o vivencial, o quotidiano e o provocador, o íntimo e o público, o poético e o ético.












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ESPAÇO DO URSO E DOS ANJOS
5 e 6 Novembro 2011

Rua Palmira nº5 A
1170-285 LISBOA
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DIA 5

16h

Mostra de Vídeo Performance da América Latina INSURGENCIAS DEL CUERPO
Curadoria Sílvio De Gracia (Argentina)
Vídeos baseados na exploração do limite do corpo que aludem à violência e à tortura de um corpo político na America Latina.

Ángela Chio (México), Julieta María (Colômbia), Ricardo Miguel Hernández (Cuba), Paola Montoya (México),Tulio Restrepo (Colômbia), Ar Detroy (Argentina), Fernando Pertuz (Colômbia), Marcela Rivera (Argentina), Amira Tremont (Venezuela), mmmmm (Chile-UK), Miguel Rodríguez Sepúlveda (México), Ilana Boltvinik (México), Renny Barrios (Venezuela)

Video Performance
Fabi Borges (Brasil) - Tecnoxamanismo / clínica de afetos
Xamanismo e multimédia. Os vídeos mostram uma serie de técnicas de intensificação de presença, produção de imaginário, tecnomagia.


21h

Performance 

Colectivo Bu (Portugal) - Palavras Vivas
Instalação-happening, reflexão sobre o poder da palavra, sobre as palavras como organismos vivos.

Rocío Boliver (México) - en la inopia
Propostas de intensa exploração dos limites físicos, com elementos de exposição pública muitas vezes de teor sexual, procura desestabilizar a dormência social e pulsional.





João Abel e Vasco Roncon (Portugal) - O Tributo - O herói também morre 
A ideia de comemorar a vida sem esquecer a morte surgiu das leituras da Odisseia: Ulisses em cada paragem do seu périplo era convidado a chorar os mortos e só depois o banquete orgíaco começava.

Filipa Aranda (Portugal) - Aflorar no Meio
Performance entre o ritual e a densidade literária, propõem-se a purificação do corpo utilizando objectos afiados, convida-se o público a um acto íntimo.

Concerto Performance
Thomas Kahrel e João Branco (Portugal) - A Koz.inha
Degustação sonora preparada na mesa da cozinha dos autores, ingredientes electrónicos e naturais, especiarias, exploração sensorial.


DIA 6

16h

Conversas PERFORMANCE O DISCURSO DO EFÉMERO NO CONTEXTO PORTUGUÊS

Natxo Checa - Festival Atlântico
Miguel Moreira - O Olho/ Festival X
Fernando Aguiar - Encontros Internacionais de Performance 1985 e 1988
Leonor Areal - notas sobre o Documentário Geração Feliz
Fátima Séneca - Performance e Museu
E. M. de Melo e Castro - As primeiras performances poéticas em Portugal




21h

Performance

Andrea Inocêncio (Portugal) – Transcorporação
Trabalho que pensa as fronteiras culturais, barreiras e comportamentos, questionando os limites e corpo, as dificuldades que os preconceitos sociais criam nas relações sociais.





Yonamine Miguel (Angola)
Cria instalações que em acumulação vão criando e reorganizando o excesso, expressivo, político, Yonamine Miguel, faz aqui uma incursão no performativo.

Ramón Churruca (Espanha) - Filme / Os Contos de Negruri
Filme-ensaio sobre a depressão, com o seu caracter grotesco e cómico misturando drama pessoal e frivolidade burguesa.

Victor Bonet (Espanha) – Tsunami
Instalação performance, é uma deriva sobre o urbano, o autor assume-se como artista da reivindicação.




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PRAÇA DO COMÉRCIO
9  Novembro 2011      
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11h - 18h
Intervenções em Espaço Público 

Maria Dos Milagres (Portugal) - frasecorpo
Intervenção no espaço com escrita a giz e corpo, falando a imagem pelo gesto. Proposta de longa duração.

Fabi Borges (Brasil) - Performance de Mala
Convidam-se os transeuntes a participar, a criar personagens e construir um micro-roteiro performático de um minuto, que será gravado e disponibilizado na internet.

Mario Gutierez Cru (Espanha) - Quero fazer fumo da crise
Como um pássaro, devagar, escrever no chão uma palavra que irá por certo desaparecer, expressão de um sentimento que é actual mas é negativo, escrever muito devagar.

Cristian Guardia (Venezuela) - Folkitsch
Performance instalação que se constrói a partir do imaginário simbólico de identidade nacional e deste como mecanismo de coesão, a peça tem a lógica do souvenir.






 

Hugo de Almeida Pinho e André Fonseca (Portugal) - Mer Ka Bah
A performance criará um percurso, com um imaginário que se pode dizer quase místico, encarna-se a expectativa do viajante de sentir o espanto, de se ser veículo da luz numa praça...
 
Paco Nogales (Espanha) - Hamburguer 
O performer trabalha a questão do fast food, diz que é uma comida que mata a fome no presente mas que não tem em conta o futuro, que não nutre, daqui parte para a acção.

Vitor Lago Silva (Portugal) - The Last words of Domenico and a public sacrifice
Acreditando que os discursos de homens loucos na rua ocultam verdades indesejáveis, recria-se o discurso de Domenico personagem de "Nostalgia" de Andrei Tarkovsky.




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INSTITUT FRANÇAIS DU PORTUGAL
10 e 11 Novembro 2011

Morada : Avenida Luís Bívar, 91
1050-143 Lisboa
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Curadoria de Antoine Palmier-Reynaud (França) TRANSFUSÃO
Transfusão surge como tributo às praticas artísticas que fazem aparecer o texto, como corpo e imagem, na espacialização, pensando o lugar da palavra como multi-transmissivel.


DIA 10

De 10 a 28 de Novembro, de 16h à 19 h
Documentos de artista e performance de França VERSION DES FAITS

Selecção de documentos realizada com a colaboração de Julien Blaine, collectif En cas où franckDavid, Simon Feydieu, Arnaud Labelle-Rojoux,  Léo Marin Lettry, Galerie Rezeda (Adeline Duquennoy et Manuel Reynaud), Fabrice Reymond

Artistas
Videos de Céline Ahond , Joël Bartoloméo,  Anna Byskov, Julien Cadoret , Claude Cattelain, Lucille Dautriche, Léo Durand & Baptiste Croze, Olivier Dollinger, Emma Dusong,  Encastrable, Fabrikdelabeslot , Grore image , Thibaud Guichard, Anthony Jaquot Boeykens, Mickael Lianza, Links (Franck Balland, Dominique Gilliot, Madeleine Mathé, Emilie Parendeau, Hugo Pernet, Cyril Vergès & Cécile Broqua), Marina Mars , Philippe Mairesse (Accèslocal), Quentin Maussang,  Cedric Micchi, Nicolas Momein ,  Jeanne Moynot , Carine Munoz& Charlotte Livine, Miguel Pelleterat , Cécile Richard, , Naima Saidi , Jean Baptiste Sauvage , KazaK n°8, performan (Anne Kawala, François-Thibaut Pencenant, Sarah Tritz , Céline Ahond, Julien Blaine, Pauline Curnier-Jardin, Sébastien Dicenaire, Louise Hervé et Chloé Maillet, Géraldine Gourbe, Michaël Phellipeau, Fanny Torrès et Isabelle Vorle),  Liv Schulman,  Sarah Trouche,  Nicolas Vargas, Julien Vicomte


21h

Performance Des buissons de sens propre

Serge Pey & Chiara Mulas (França)
Poemas em acção em ruptura com as fronteiras da arte, da plástica, da teoria. Explora-se os fenómenos da ritualização da língua na prática oral.





Fanny Torrès (França)
Na sua investigação, a escrita transforma-se em diálogo ou canção, a palavra é accionada em colectivo, dita, cantada por solistas, actores ou interpretada pelo público.


DIA 11

21h

Performance Des buissons de sens propre

Emilie Parendeau (França)
A perfomer trabalha "reactivando" obras de outros artistas, experimentando desenquadramentos históricos e desestabilizando o conceito de autoria.

Anne-James Chaton (França)
Poeta sonoro, o seu trabalho plástico e visual é centrado na escrita, sendo daí que se materializam as suas concepções.








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GALERIA ZÉ DOS BOIS
12 e 13  Novembro 2011

Rua da Barroca, nº 59
1200-049 Lisboa
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DIA 12

16h

Mostra de Video Performance de Espanha LA VIDA ES PARA SER VIVIDA
Curadoria Mario Gutiérrez Cru (Espanha)
Esta selecção de vídeos explora a realidade de forma crua, são intimidadas secretas, onde a câmara é o grande panóptico, nas ruas de Alfama está escrito “a vida não é para ser vista é para ser vivida”, aqui mostra-se uma visão do vivido.

Félix Fernández, Ana Matey, Sergio Ojeda, Maite Camacho, Jens Jaeger, Alberto Chinchón, Andrés Senra, Carlos Llavata, Esther Achaerandio, Ricardo Almendros, Left Hand Rotation, Bongore, Eva Pérez, Engels Mateo

Documentário sobre Os Felizes da Fé
Leonor Areal (Portugal) - Geração Feliz
Documentário sobre os "Os Felizes da Fé" grupo de teatro inesperado, que entre 1985 e 1995 marcou o panorama artístico Português, criando o movimento Hiperdada.



21h

Performance

Alberto Pimenta (Portugal) - Feitiços
O seu trabalho poético abrange, poemas visuais e performance, uma das performances mais reconhecidas entre nós é a sua proposta "Homo sapiens", onde se tranca numa jaula no Jardim Zoológico de Lisboa. 





Lúcia Prancha e Sara Nunes Fernandes - Goodbye, Laika, 2011
Performance multidisciplinar, alguns atributos remetem para uma espécie de espectáculo que se auto decompõem, se conceptualiza e se investiga como objecto científico.

Susana Chiocca (Portugal) - à espera
Exposição da vivência do momento actual, que remonta a outros séculos.

António Azenha (Portugal) - BugsOn
Performance em que se conjuram animais tecnológicos na esperança que estes ocupem o seu lugar na praxis do performer/pintor.

PAN - Miguel Palancares e Alberto Chinchón (Espanha) - DevoraDos 
Dois convidados interagem ao mesmo tempo que comem, as suas acções nada têm a ver com o acto de se alimentarem; experiência plástica e temporal.

Concerto performance
Marcio-André e Ana Gesto (Brasil /Espanha) - Multitubetextura 8
Experimento lúdico-virtual, cujo princípio está na utilização da interface de um blog ou website para abrigar uma lista de vídeos do youtube a serem executados simultaneamente.






DIA 13

16h

Conversas PERFORMANCE O DISCURSO DO EFÉMERO NO CONTEXTO PORTUGUÊS

José Alberto Ferreira - Escrita na Paisagem - Festival de performance e Artes da Terra
António Azenha - Line Up Action
Paulo Raposo - No performance's Land - cruzamentos entre performance art e antropologia
Alexandre A. R. Costa - PROJECTO I.M.A.N.
João Fiadeiro - AND_Lab
Susana Chiocca - A Sala
Chambel Santos - epipiderme- Encontros à volta da performance



21h

Performance

Alexandre A. R. Costa (Portugal) - Sem uma caixa (continua em Portugal)
Projecto em que se explora a ideia de sistema fechado e sistema aberto, colocando em confronto a metáfora da caixa com a realidade num contexto cultural específico.

Paco Nogales - Los posibles efectos de llorar en los hombres
Associados a género estão valores – “o homem não chora”, acção trata poéticamente 2 opções de vivência da dor a auto-flagelação e a não expressão verbal da dor: beber para esquecer.

Hugo de Almeida Pinho e André Fonseca (Portugal) - FR4592 - Porta11 – Atlas
Performance parte da ideia de embarque e num voo perdido, a nostalgia de uma cenário idílico são o motivo para esta experiência fora do lugar, a acção começa na rua.

Ana Matey (Espanha) - 5k
A performer experimenta muitas vezes a imobilidade como paragem de significação e diluição de barreiras entre espaço e corpo, aqui irá usar também um objecto, que pesa 5Kg.




João Garcia Miguel, Rui Gato e Sara Ribeiro (Portugal) - POESIA KNORRE
Desbunda poética, sonora caquética, frenética, composta por breves explicações esotéricas e alucinógenas sobre as questões da poesia das alucinações e das outras saídas para a vida.








*No espaços ESPAÇO DO URSO E DOS ANJOS e GALERIA ZÉ DOS BOIS pede-se a contribuição de 5 euros -nas noites de performance a partir das 21h.








PDF http://box.jisko.net/upload 



Terça-feira, 20 de Setembro de 2011







1ª parte dia 22 de Setembro:



ANTONIO AZENHA_portugal
http://www.fonlad.net/english/fonlad09/tmg/tmg4.html

Nesta performance, pretende-se estabelecer uma situação contínua, à semelhança de um mundo primitivo, em que não existe fronteiras entre o animal, vegetal, e o mineral, tudo pertence à mesma globalidade sagrada. Não, enquanto imitação dos deuses, mas mais como repetição das acções divinas. Esta aproximação das dimensões rituais às práticas religiosas com a função de pôr o corpo a falar fora da margem do signo, com carácter desmaterializante, assumindo o mero som ou ruído de exploração vocal, e quando há palavras estas reduzem-se a pequenas frases ou a palavras isoladas, mais próximo das fórmulas Zen. Esta operação da radicalização da modernidade, ao incorporar nos actos e nos corpos essas práticas ou funções objectuais, não sendo mais do que meras sugestões formais. O apelo ao carácter presentacional e não representacional, torna-se o corpo um veículo de significação sem recorrer ao conceito de personagem.
Uma procura de formas primárias, de um regresso a um tempo primordial, à ressacralização do acto artístico.


RICARDO DOMENECK_brasil
http://www.youtube.com/watch?v=BgitWF9lctw

O trabalho de Ricardo Domeneck conjuga elementos de textualismo e videoarte, buscando funcionar na fronteira entre as tradições literária e oral. Utiliza um vocabulário multidisciplinar, movendo-se entre escrita, videoarte e performance, colaborando ainda com artistas sonoros como o duo brasileiro Tetine ou o músico alemão Uli Buder, assim como a partir de sua própria pesquisa, com um coletivo, das técnicas coligidas e sistematizadas pelo coreógrafo brasileiro Klauss Vianna. Tais experiências, unidas ao contacto direto com o público, como DJ e através da oralização de seus textos em festivais de poesia, levam seu trabalho poético a uma prática minimalista em que o material imagético e textual é buscado em seu próprio corpo.


MÁRCIO-ANDRÉ_brasil
http://www.marcioandre.com/performances.htm

O trabalho de Márcio-André reúne poesia, pensamento, música concreta, arte digital e cinema. Apresentou-se em mostras e festivais na Argentina, México, Espanha, Brasil, Peru, Ucrania, França, EUA, Hungria e Reino Unido. No ano de 2007, realizou a performance suicida nos escombros da cidade fantasma de Pripyat, em Chernobyl, convertendo-se no primeiro poeta radioactivo do mundo. Em Suspensión, Márcio-André produz sons ao vivo, valendo-se de um violino elétrico suspenso no espaço por cordas elásticas, bem como de microfones, latas e objetos sonoros pendidos do teto. Suspensión, concebida originalmente para o Museu Eugênio Granell, na Espanha, propõe uma relação espacializada e dinamizada da poesia com o público, aproximando-se da instalação. O público, inserido dentro do espaço do espetáculo, dá, com o próprio corpo, diferentes formas ao som produzido, além de que cada espectador, por estar em uma diferente relação com as inúmeras caixas de som espalhadas pela sala, concebe um espetáculo próprio.



 
2ª parte dia 29 de Setembro:




ANA CORDEIRO REIS- HYAENA FIERLING REICH_portugal
http://akousmata.webs.com/homeobox.htm

Dedica-se à música experimental / improvisada/ ruídista desde 1996.

O seu trabalho é baseado na improvisação e experimentação, envolvendo a captura de sons e paisagens sonoras, bem como programação e edição (com base em cânones do som do filme) de sequências de sons originados por fontes sonoras heterodoxas - madeira e objectos de metal, pedras , diferentes instrumentos (guitarra baixo preparada, Hexluth - eletrificada luth, Moog e sintetizadores Micro Korg) ou a exploração de possibilidades de som em espaços com características acústicas estranhas.
Cria sequências de som que num momento posterior são editadas e transformadas de acordo com a composição, quebrando as fronteiras do som experimental e música no espaço fílmico. Em 2006, ela cunhou o Cosmobruitism novo género musical com a sua peça Cataclypsa Galakteia, uma colisão frontal de Grindcore e Aerobruitism.

Estudou experimentação, improvisação musical e musicologia com os músicos Portugueses, pioneiros, Vitor Rua e Jorge Lima Barreto (Telectu) e é a mentora dos projectos Imbolc, ZLKNF, Arraial e Satnorte, sendo também a fundadora do colectivo experimental Sabotage en Masse, e tendo recentemente se unido com ZOTE, formando o colectivo chamado Implante Luz. Assina como Hyaena Fierling Reich, um nome atribuído pelo seu professor Jorge Lima Barreto em 2006.




JESÚS RITO GARCÍA_ méxico
Musicos: CHAMBEL SANTOS e MÁRCIO-ANDRÉ
http://edpharus.blogspot.com/

Jesús Rito García (México, 1980). Poeta, ensaísta e editor; autor do livro Recuerdos que no emigran (Pharus/Praxis, 2008). Participou em diversas antologías de língua espanhola: Práctica poética, Ediciones a mano, 2001; Catálogo de artistas en Oaxaca, Tomo II, Casa de la cultura de Oaxaca, 2003; La hermandad de la uva, Los absolutistas editores, 2005; Pie de foto, catálogo de fotografía y poesía, Nueva Babel, 2010 y Poemas para un poeta que dejó la poesía, México, Cuadernos de El Financiero, 2011. É criador e diretor do projeto Editorial Pharus de Oaxaca. Pertenece ao movimento poscorrientista.

Poesia para ninguém

Um viajante envia postais sem destinatários. Cada postal leva um poema ou uma mensagem que não tem destinatário, às vezes são mulheres, irmãos, amigos. Os poemas se apresentam visualmente como postais que tenham alguma imagem de um país distante, de um lugar desconhecido. A idéia principal é falar da poesia livre e sem objetivos precisos. Com estas poemas-cartas-postales, procura-se interagir com música que tenham algo que ver com o país que se mostre no postal.

Marketing poético

Poemas que serão lidos como comerciais de TV o radio. Cada um tem uma ilustração comercial para o poema. Os temas dos poemas são elementos que se difundem da mesma forma que as empresas fazem para vender seus produtos. Nesta ocasião será a poesia e os temas poéticos.




SILVIO DE GRACIA_argentina
http://www.hotel-dada.blogspot.com/

Silvio de Gracia propõe em vídeo uma intervenção urbana realizada em Lisboa que passará por 10 cidades.

"Walking with Duchamp" tenta espalhar a inquietação. No entanto, esta inquietude, ao contrário de outras práticas desenvolvidas nos anos 60 e década de 70, afasta-se da provocação "arbitrária", bem como do activismo. No contexto de uma distopia da contemporaneidade, o objectivo da interferência não é criar acções de comunicação artística destinada a promover mudanças sociais, mas facilitar uma tendência utópica, conectar experiência pessoal estética e reeditar o ideal avant-garde da vida vinculada à arte. Já não é o caso de produções simbólicas que estão dentro do discurso da arte politizada.
Silvio de Garcia está preocupado com a criação de acções que provocam ruptura ou abertura, não importando se isto é um acto efémero no tecido de condicionamento social.




Contribuição 2. 


Domingo, 10 de Julho de 2011

Programa 14 de Julho 2011






18h

Performance em espaço publico no Terreiro do Paço Cais das Colunas.


Performance:

Maria dos Milagres (Portugal)


Acção -Dobrar Duração: das 18.30h até ao por do sol

http://www.performancespace.org/artevict.php


Maria dos Milagres, vive e trabalha entre Lisboa e Bruxelas, nas suas performances pretende suscitar questionamento, leva esta tarefa à prática estimulando os presentes na acção a entrarem numa realidade especifica inusitada.

Decompõem alguns elementos do seu próprio quotidiano, transformados numa espécie de símbolo obsessivo, para que se expresse como ideia tornada realidade plástica.

Maria dos Milagres comenta assim o seu acto performático.

"A partir de folhas de papel brancas numeradas "ouro" cuja proporção corresponde ao rectângulo de ouro, dobro a minha procura dobrando o papel com a proporção áurea que existe nas minhas mãos, à procura do que não está em ninguém e está em todos.

Em toda a forma há vida e movimento, em todos nós há o mútuo, em todos nós existe dobra, e todos esperamos que o mútuo se dobre, ou que a dobra seja mútua e nos surpreenda ou não..."



21h

No Espaço do Urso e dos Anjos

Rua Palmira nº 5 r/c Dto, Metro Intendente - Lisboa


Performance:

Ramón Churruca (Espanha)


Retribution Duração: 30

http://www.youtube.com/watch?v=E7mktaAgxig

http://www.euskomedia.org/aunamendi/27277


Um dos maiores expoentes da performance no País Basco e também um dos mais desprezados pela "Mafia da arte conceptual Basca" -pelas palavras do próprio performer. Ramón Churruca, faz, do seu corpo, linguagem, ideias e objecto. A sua contínua dedicação à performance e o carácter grotesco, crítico dos "sistemas", que apresenta em publico, cuja energia põe em jogo padrões sociais e psicológicas, evocam uma das principais características da sua proposta: a incisão; o tocar onde “dói”, sem meias palavras. Assistir a uma de suas acções, é ver a criatividade na sua forma mais pura e catártica.



Performance simultânea:

Duração: 30´


Wagner Rossi Campos (Brasil)


http://www.performancespace.org/artevict.php


Wagner Rossi Campos- trabalha a performance como um campo ampliado da arte, como performer mas também abordando as questões da curadoria e os seu limites, com o projecto PERPENDICULAR, tenta criar este cruzamento entre a curadoria e prática artística, no sentido de criar um sentido maio activador do fazer e pensar em arte.

Do suas propostas comenta.

"Em certo momento da vida, percebi que meu corpo estava morto. Dessa percepção, fiz do luto o princípio da metamorfose. Vertigens, dores agudas, queda – sempre a sensação de queda! A até então desejada organização – social, geográfica, cultural, corporal – perdeu qualquer sentido e, diante do estado caótico de um corpo que não agüenta mais, uma abertura permitiu vislumbres de outra existência. “Quero viver!” E dessa Vontade de Potência, na esteira de Nietzsche, tenho meu corpo como meu próprio trabalho, em luta por expansão e crescimento. A impermanência é uma certeza, as resistências do meio são os estímulos, o devir a realidade, os encontros uma possibilidade de prática."


Nathalie Mba Bikoro (França/Gabão)


http://nbikoro.weebly.com/


Nathalie Mba Bikoro trabalha com as questões da liminaridade, da diferença cultural, física, fronteiras geográficas, questionando o momento de relação com o "outro", o sentido Antropológico e os seus dispositivo teóricos do "outro" como coisa exótica.

Além do seu trabalho como perfomer, desenvolve trabalho no campo da curadoria, assim como da escrita e da filosofia, interessa-se pelas políticas culturais africanas, criando ligações entre comunidades da Europa e de África, partilhando ideias de um "Re-nascimento" Africano.


Johannes Blomqvist (Suécia)


www.johannesblomqvist.com


Johannes trabalha principalmente com propostas artisticas focadas na performance, mas também com teatro, dança e instalações. Tem participado em muitos festivais, apresentado trabalhos em galerias e outros eventos em países, como Noruega, Finlândia, Inglaterra, Eslovénia e Brasil.

Iniciou uma plataforma para a performance chamada PAIN (Performance Art Em Norrbotten), que organiza eventos de performance, Residências de Artistas e workshops em Norrbotten.




Concerto- Performance:

Presidente Drógado (Portugal)


Duração: 30´

http://www.reverbnation.com/presidentedrogado


Personagem musical criada por Filipe Leote (nascido na Rua da Palma, Lisboa em 1968), o Presidente Drógado podia estar a arrumar carros no Intendente, mesmo em frente do bar onde o Tom Waits gostaria de dar um concerto. Em vez disso, pega numa guitarra (semi-acústica) e presta homenagem ao Portugal castiço regado a tinto e alimentado a futebol. Recorrendo à apropriação e reciclagem de musicas e textos, da mais fina erudição ao universo popular brejeiro e à musica underground (e não só) - a que acrescenta outros da sua autoria - o Presidente Drógado faz uma viagem trágico-cómica e picaresca pela transcultura global, ao encontro de personagens mitológicos, castelos cheios de vento, num país que ainda não o é. (por Ana Menezes)



Performance e Lançamento de 2 livros:




Esquizotrans

Fabiane Borges e Hilan Bensusan (Brasil)



Breviario de Pornografia Esquizotrans” e “Dominios do Demasiado” Duração: 30´

http://esquizotrans.wordpress.com

http://catahistorias.wordpress.com

http://anarchai.blogspot.com


Coletivo dedicado à causa dos esquisitos, desajustados, eroticamente transviados. Dedica-se a produção de filmes, performances, textos e intervencoes com e sem registros.

Fabiane Borges – Doutoranda em psicologia clinica, atualmente desenvolve pesquisa em Londres na Universidade Goldsmiths em arte, midia e tecnologia – performer, ensaista, produtora de eventos de arte e midia desde 2003, organizadora do livro: Ideias Perigozas – Submidialogias (midia e tecnologia), Dominios do demasiado (coletivos de arte, processos imersivos e ocupacao), Breviario de Pornografia Esquizotrans, com Hilan Bensusan (contos eroticos sobre politicas sexuais).

Hilan Bensusan – Doutor em filosofia, professor adjunto da Universidade de Brasilia (UNB) Performer, ensaista, autor do livro Excessos e Excessoes, Breviario de Pornografia Esquizotrans, com Fabiane Borges (contos politicos sobre diversidade sexual).

Terça-feira, 10 de Maio de 2011





Programa 12 de Maio 2011 (21H)

No Espaço do Urso e dos Anjos

Rua Palmira nº 5 r/c Dto, Metro Intendente - Lisboa

Performance:




Vitor Lago Silva (Portugal)

“THE LAST WORDS OF DOMENICO” Duração: 7´



Concerto de Vitor Lago Silva e João Maia e Silva (Portugal)

"ATTIC TESLA" Duração: 25´

http://thelastwordsofdomenico.wordpress.com/

http://fotocrono-fatosensivelwireless-vls.blogspot.com/



Proposta “The Last Words of Domenico” de Vitor Lago Silva e o concerto “Attic Tesla” João Maia e Silva e Vitor Lago Silva, são duas peças que se completam.

Este projecto “The Last Words of Domenico” utiliza as palavras de Domenico, personagem do filme "Nostalghia" de Andrei Tarkovsky. O discurso de Domenico é re-misturado e reconstruído num novo discurso através dos movimentos do "performer", atribuindo-lhe novas vozes.

Vitor L. Silva acredita que -os discursos na rua de homens loucos ocultam várias verdades indesejáveis.

Segundo o artista o principal propósito deste projecto é re-misturar o discurso de um desees homens (Domenico) procurando desta forma revelar esses significados ocultos.

Como diz J. Derrida, acredito que se desconstruirmos um discurso e o reconstruirmos novamente atribuindo-lhe uma nova forma é-nos possível descobrir novos significados desse discurso.

O 'performer', equipado com um "Fato Sensível Wireless", gera um discurso sonoro aleatório através dos seus movimentos e re-mistura esses sons através de uma luva sensível.

Esse "FSW" está equipado com vários sensores que capturam alguns movimentos do 'performer' e com um sistema wireless de envio dos dados dos sensores para um PC.




Ana Gesto (Espanha)

Cuatro Veces la edad (1978-2011) Duração: 20´

http://anagesto.blogspot.com


A performer Ana Gesto, artista visual, cujo trabalho funciona a meio caminho entre o vídeo, a fotografia, inspira-se na tradição audiovisual do registo da performance. Centra o seu interesse em termos plásticos na potência cénica e documental do meio performático, ao mesmo tempo que realiza incursões na linguagem escultórica e pictórica. Desenvolve a sua obra em torno das práticas culturais e sociais, abordando a sua identidade, de forma apaixonada, não isenta de uma certa desconstrução e perversão do meio.

A acção a realizar em Lisboa, Cuatro Veces la edad (1978-2011), parte de uma experiência realizada na natureza e que se transfere assim na forma de concerto sonoro para um novo espaço.

Esta peça será realizada num espaço onde haja uma encruzilhada, é constituída por uma roupa sonora, com cordas e 33 latas que a perfomer usará de forma ritualizada, a roupa (abrigo, capa, manto), proporcionará um jogo entre a aleatoriedade e o espaço sonoro.

A idade (1978-2011) é exposta pelas 33 latas e é a idade da performer, cada lata reafirmará de forma sonora e visual, o tempo, o tempo de uma existência.




Filipa Aranda com a participação de António M. Rodrigues (Portugal)

“Transgressões” Duração: 45

http://filiparanda.wordpress.com/


Nesta proposta “Transgressões” dois performers, um homem e uma mulher interagem com uma instalação, um labirinto de lâminas. A performance desenvolve-se através de uma narrativa em interacção entre os performers e o publico, apresenta-se como um ritual que a cada momento vai ganhando mais intensidade. O que aparece como linha de continuidade da performance é a questão da celebração, a performance neste caso parece procurar desvelar-se, através da fragilidade, intimidade e provocação, num momento que procura mais a partilha e uma maior sobriedade, no acto do fazer artístico. Filipa Aranda comenta assim a questão “a performance onde o «eu» é um ser interpessoal que permite uma relação com o «outro»; não é construído no isolamento social, mas no seu contacto com os outros. A identidade, que se conquista depois da desconstrução da personalidade «fabricada» pela sociedade, é partilhada. A performance, como transformação do «eu», expande a consciência colectiva; não interpreta a vida, mas participa no desenrolar da vida.”.

Situações de morte simbólica, morte e renascimento, são propostas jogando com a dualidade auto-sacrifício e prazer, as intenções da autora afirmam a ideia de partilha e catarse “A libertação da energia bloqueada dá lugar à purificação do corpo e da mente dos performers, e, consequentemente, da humanidade.”.



Vídeo- intervenções em espaço público:



GIA – Grupo de Interferência Ambiental (Salvador/Bahia – Brasil)

Duração: 20

http://giabahia.blogspot.com/


Aleatoriedade, humor e reflexões a respeito da vida cotidiana e suas singularidades: talvez esses sejam pontos chaves do Grupo de Interferência Ambiental - GIA, coletivo artístico que foge a qualquer tentativa de definição.
O grupo é formado por artistas visuais, designers, arte-educadores e (às vezes) músicos que têm em comum, além da amizade, uma admiração pelas linguagens artísticas contemporâneas e sua pluralidade, mais especificamente àquelas relacionadas à arte e ao espaço público. Pode-se dizer que as práticas do GIA beberam na fonte da arte conceitual, em que o estatuto da obra de arte é negado, em favor do processo e, muitas vezes, da ação efêmera, buscando uma reconfiguração da relação entre o artista e o público.
Um dos principais objetivos do grupo é a utilização de meios que possibilitem atingir uma margem cada vez maior de pessoas, tomando de assalto o espaço público. Assim, as ações do GIA procuram interrogar as condições em que os indivíduos atuam com os elementos do seu entorno, produzindo, assim, significados sociais. E esses significados, são também, processuais, pois segundo John Cage “o mundo, na realidade, não é um objeto, é um processo”. O GIA, portanto, está disposto a questionar as convenções sociais sempre que possível, através de práticas concretas infiltradas em pequenas transgressões.
A estética GIA, baseada na simplicidade e ao mesmo tempo irônica, procura mostrar, portanto, que a arte está indissoluvelmente ligada à vida.

O grupo existe desde 2002 e os participantes atuais são: Mark Dayves, Everton Marco Santos, Tiago Ribeiro, Ludmila Britto, Tininha Llanos, Luis Parras, Cristiano Piton.