Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

5º Encontro (17-03-2010)


Apresentação Festival:



Acción!MAD - Encuentros Internacionales de Arte de Acción de Madrid

www.accionmad.org





Performance:



Jose Manuel García (Espanha)

Heroísmo ou estudo sobre os direitos do Herói

Performance individual. Duração: 20’








Nieves Correa (Espanha)

Tempo

Performance individual. Duração: 30’

www.nievescorrea.org





Nieves Correa joga na sua acção com uma imagem forte de revisitação, de uma memória de infância, o seu corpo está desadequado, veste uma farda de colégio, mas ela tem um corpo de adulto.

A performance parece em tudo despolotar os mecanismos do trauma, um adulto aprisionado num colete de forças, num uniforme escolar, este trauma pode nos remeter para um sentimento de manipulação, de descontrole, que mesmo em adultos estamos à merce de sofrer, um sentimento de que o homem tem os instintos amarrados, preso a um racionalismo desesperante, que vivemos numa gaiola de metal de regras e de controle racional como descreve Max Weber.

A ideia de Trauma e Escola poderá levar a ver a acção assim.

A performance decorre freneticamente, Nieves tenta como numa espécie de escrita de um diário continuo deixar marcas por todo o espaço, neste fazer vão se acumulado gestos, desestabilizando o lugar do espectador, e por fim do próprio espaço fisico, as mesas são arrastadas, neste impeto de tentar apanhar a sua própria escrita, aparecem crónicas de um tempo que foge.

Nuno Oliveira



Bernardo Rodrigues, Joana Ruival, Margarida Chambel, Nuno Oliveira, Tizo

“Estampas Congeladas” peça final do workshop de Rocío Boliver

Performance simultanea. Duração: 20’

Estampas Congeladas


Rocío Boliver, aka La Congelada de Uva (México)

De Pelos

Performance individual. Duração: 30’

http://www.congeladadeuva.net







Bineural Monokultur (Alemanha/ Argentina)

“Virtual Performances”

Performance. Duração: 40’

http://bineuralmonokultur.blogspot.com/

http://www.youtube.com/watch?v=f1RRsEYCCG0





oficina epipiderme com Rocío Boliver

PENSAR PARA DEIXAR DE PENSAR E AGIR





4º Encontro (17-02-2010)


Performance


Rita Rainho (Portugal)
"Íntimo altar"
Performance individual. Duração: 15'





Rita Rainho "Íntimo altar"

Subo um altar de intimidade, construído de papel higiénico e convido o público à situação.

Irónicamente um borrifador -activador- mediador, o quotidiano que determina higienização, género, que regula relações de poder.



Vera Sofia Mota (Portugal)
"Não há amor como o primeiro"
Performance individual. Duração: 30'





Vera Sofia Mota

Vera Sofia Mota apresenta um trabalho performativo, nocturno, mistura a densidade da escuridão total da sala com flashes de luz, e nestas veladuras vão-se desenvolvendo relações íntimas com o espaço, com o movimento e com a pose.
No decorrer da sua acção é como se o seu corpoexperimentasse por um lado a sua liberdade mais mundana e quotidiana, e por outro lado a disciplina das formas que parecem vir da gramática da dança clássica.
O seu corpo transforma-se em espectro à medida que se aproxima o final da acção e vai ganhando peso, e cadência nesta duplicidade.




Carlos Farinha "S/Titulo"

A performance de Carlos Farinha é baseada quase unicamente na oralidade, parece estruturar-se a partir de uma ideia de conferencia, conferencia solitária, o artista e o seu publico. Usa-se de um Inglês segundo o mesmo "macarrónico", no sentido que em Marrocos se improvisa bastante à hora de se falar línguas, esta parece ser uma dimensão bastante Portuguesa também.

O Artista fala sobre o seu trabalho criando lapsos de compreensão, se por um lado parece que vai carregar de sentido aquilo que parecia uma burla, por outro esse mesmo sentido desvanece cada vez que é enunciado.

Produz-se uma espécie de anti-tese, se comparar-mos este trabalho com as conferencias acções de Joseph Beuys, nota-se algum pessimismo nesta performance em relação ao deslumbramento, que as Artes, a Performance pareciam ter como conteúdos revolucionários na vida.

Seja como for esta espécie de anti-tese progride com a interacção do publico, desconstruindo o que poderia ser o papel do artista, e acaba por ir construindo, interrogações fortes, sobre o papel da sua presença ali, sobre a sua, a nossa e a passividade do publico.




Vídeo Performance

Bartotomé Ferrando e Avelino Saavedra (Espanha)
"335 pellizcos sonores por debajo de las íes con respaduras de A"
Performance. Duração: 40'





Fausto Grossi (Espanha)
"Fausto Grossi in concert"
Performance individual. Duração: 20'



Material de divulgação