
Programa 24 de Fevereiro 2011 (21H30)
Num novo espaço:
Espaço do Urso e dos Anjos
Rua Palmira nº 5 r/c Dto, Metro Intendente - LisboaPerformance:
Ana Rita Teodoro, Tito Pires e Zé Dinis juntam-se ao colectivo BU (Portugal)
“Poertário/ Libersia” Duração: 20´
http://colectivobu.blogspot.com/
http://www.vimeo.com/16599647
http://www.myspace.com/gessicatrip
Esta proposta tem o seu centro na palavra, através da Poesia e da Acção, é um trabalho híbrido onde se conjugam corpo e movimento numa interpretação das mudanças dos sons e do discurso.
Toda a performance se fará como forma de interacção com uma instalação, onde as palavras saltam do uso comum da escrita para o espaço, as paredes o tecto.
O grupo activa um mecanismo, um experimento, que visa, segundo os mesmos, a reflexão sobre o poder da palavra, sobre as palavras como organismos vivos, reorganizadas pelos indivíduos em tempo real, adquirindo um carácter único, um tempo onde a literatura é reinventada.
Ana Rita Teodoro tem formação em dança, Tito Pires, Zé Dinis apresentam-se como músicos, unindo-se em torno da proposta do colectivo BU, grupo que trabalha desde a poesia concreta a poesia visual.
Antoine Reynaud (França)
“Source: No signal” Performance para uma escultura Duração: 30´
http://larigueurnestpasunevaleursure.blogspot.com/2010/09/11-06-au-24-06-vernissage-11-06-19h-tu.html
A ideia do autor parece ser procurar uma forma de expor, trazer para exposição, objectos plásticos, esculturas, uma instalação, revelando o que existe neste acto de futilidade e de drama existencial ao mesmo tempo. Pode observar-se isto na forma como usa os materiais, como uma parafernália ilógica, objectos distribuídos obrigatoriamente ao acaso, fragmentos da realidade e matéria decorativa.
Usa papeis de embrulho e outros objectos quotidianos construindo na sua lógica coerente um cataclismo ainda bonito.
GAS Barthély, comentando o trabalho plástico de Antoine Reynaud, frisa que este tem especial interesse pela manufactura de artefactos e objectos, realçando nas suas instalações e performances o ciclo de produção e transformação desses mesmos objectos.
A performance a realizar remete para este processo de construção deste habitat estranho, festa lunar, entre o levemente falso o épico, o trágico e o corrompido.
Bernardo Rodrigues (Portugal)
“colagem ralex” Duração: indeterminada´
http://epipiderme.blogspot.com/2009_12_01_archive.html
Esta é uma performance com dois interpretes, Sofia Silveira acompanha Bernardo Rodrigues na sua acção.
A proposta é uma experiência aberta em que será dada ao público o mote para experimentar, “ingredientes diferentes numa mesma engrenagem”.
Através de leituras justa-postas de diferentes livros e sobreposição de músicas contrastantes, tendo como critérios a espontaneidade e o acaso, os interpretes começaram um caminho de subtilezas.
Um ambiente indeterminado, entre acção e a descontracção/ distracção, entre o pensamento e o não pensado, entre a arte e o que não se sabe se é arte.
Para justificar este acto que poderá parecer displicente Bernardo Rodrigues comenta, num escrito sobre a proposta, que lhe interessa questionar o lugar da obra de arte, não no que respeita ao seu lugar no museu mas com respeito ao seu carácter, aponta com referência a esta questão, que se a obra de arte é sagrada deve ser venerada e fruída com elevação, de forma a atingir-se um patamar superior de compreensão, mas também refere que se a obra de arte é trivial, deve ser realmente tratada por tu, estar ao alcance de todos, ser usada e reproduzida várias vezes, ser experimentada e misturada com a vida, estar num lugar ruidoso...
Leitura colectiva:
Cristina Ribas (Brasil)
Duração: 20´
http://azulejista.wordpress.com/cristin/
http://arquivodeemergencia.wordpress.com/
A artista investigadora de processos colectivos no Brasil, de redes de colaboração e práticas de ensino na arte contemporânea, vai expor-nos um pouco a sua investigação no contexto brasileiro, a modo de leitura colectiva ou acção diagrama.
Desenvolve no âmbito da Pesquisa, o Arquivo de emergência, desde 2005, um arquivo público de documentos de arte contemporânea, arquivo que desenvolve diferentes parcerias com projectos conduzidos pelas mesmas preocupações estético/ políticas.
Entre outros projectos desenvolve também um projecto de residência artística com Beatriz Lemos que dá pelo nome de Pedregulho, é uma projecto interdisciplinar, acompanhado por críticos, arquitectos, urbanistas e história de arte, acontece no complexo urbanístico do Pedregulho, no Rio de Janeiro.




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